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Um sistema de computação deverá prover
confidência, integridade e garantia contra negação
de serviços, mas o aumento da conectividade e a vasta
quantidade de aplicações financeiras sendo executadas
na Internet criam um cenário sempre mais propenso a
intrusões. Estas tentativas de subversão tentam
explorar falhas do sistema operacional como também
em programas aplicativos específicos.
Projetar e implementar um sistema completamente seguro ainda
é uma realidade distante e migrar a base de sistemas
instalados para um estado confiável tomaria muito tempo.
Os métodos de criptografia possuem seu próprios
problemas, podendo ser quebrados.
Sistemas vulneráveis que podem ser atacados a qualquer
momento fazem parte do cenário atual. Logo, se ataques
estão ocorrendo nos sistemas, a descoberta deve ocorrer
o mais cedo possível, preferencialmente em tempo real.
É isso que um sistema de detecção de
intrusão basicamente faz.
Um IDS não utiliza medidas preventivas, quando um
ataque é descoberto age como um informante. A maneira
mais comum para descobrir intrusões é a utilização
dos dados das auditorias gerados pelos sistemas operacionais
e ordenados em ordem cronológica de acontecimento,
sendo possível a inspeção manual destes
registros, o que não é uma prática viável
pois estes arquivos de logs apresentam tamanhos consideráveis.
O IDS automatiza a tarefa de analisar estes dados da auditoria.
Estes dados são extremamente úteis pois podem
ser usados para estabelecer a culpabilidade do atacante
e são freqüentemente o único modo de descobrir
uma atividade sem autorização, detectar a extensão
dos danos e prevenir tal ataque no futuro, tornando desta
forma o IDS uma ferramenta extremamente valiosa para análises
em tempo real e também após a ocorrência
de um ataque.
As intrusões podem ser classificadas em seis tipos
principais:
- Tentativas de arrombar;
- Ataques mascarados;
- Penetração do sistema de controle de segurança;
- Vazamento;
- Negação de serviço;
- Uso malicioso.
Todos este tipos de intrusão podem ser monitorados
pela análise dos perfis de comportamentos atípicos,
violações de regras de segurança, padrões
específicos de atividades, uso de recursos dos sistemas
ou uso de privilégios especiais.
Para, as técnicas de descoberta de intrusão
podem ser classificadas em dois grandes grupos. Descoberta
de anomalias e descoberta de abusos. Vejamos cada um deles.
a) Descoberta de Anomalias:
Esta técnica de descoberta de intrusos assume que toda
a atividade intrusa é necessariamente anômala.
Isso significa que se pudéssemos estabelecer um perfil
de atividade normal para um sistema, poderíamos teoricamente,
comparar todos os demais perfis com o estabelecido, traçando
um quadro de atividade que foge do padrão, gerando
desta forma novos perfis automaticamente. Existe o problema
dos prováveis erros que podem ocorrer quando se usa
esta técnica, classificados em:
- Falso Positivo: quando a ferramenta classifica
uma ação como possível intrusão,
quando na verdade trata-se de uma ação legítima.
- Falso Negativo: ocorre quando uma intrusão
real acontece, mas a ferramenta permite que ela seja concluída
como se fosse uma ação legítima.
- Subversão: ocorre quando o intruso modifica
a operação da ferramenta IDS para forçar
a ocorrência de falso negativo. Os sistemas de descoberta
de anomalias são computacionalmente caros pela necessidade
de armazenar grandes bases de perfis, surgindo a descoberta
de abusos.
b) Descoberta de Abusos:
O conceito envolvendo este método está em poder
representar os modos de ataques em formas de um padrão
ou assinatura, de forma que até variações
do mesmo ataque podem ser descobertas. Significa que estes
sistemas não descobrem vírus distintos mas podem
descobrir
muitos ou todos os padrões de ataques conhecidos, sendo
porém de pequena utilidade para padrões desconhecidos.
Um fato importante a notar é que sistemas de descoberta
de anomalias tentam descobrir o "comportamento ruim"
enquanto sistemas de detecção de abusos tentam
descobrir comportamento ruim "conhecido".
Um dos principais assuntos relacionados a esta técnica
está na forma de como escrever assinaturas que abrangem
todas as possíveis variações do ataque
pertinente e como escrever assinaturas que não enumerem
nenhuma atividade não intrusa. Para escrever regras
é necessário conhecer em quais tipos de situações
podem-se enquadrar as tentativas de ataque:
- a) Risco: exposição acidental ou
impossível de prever da informação,
violação da integridade das operações
devido ao mau funcionamento do equipamento ou aplicações
incompletas ou incorretas.
- b) Vulnerabilidade: uma falha conhecida ou suspeita
do equipamento, aplicativo ou operação que
expõem o sistema a penetração ou revelação
acidental das informações.
- c) Ataque: uma formulação especifica
ou execução de um plano para levar a cabo
uma ameaça.
- d) Penetração: habilidade para obter
sem autorização acesso a arquivos e programas
ou controle de um sistema de computador.
Todos estes ataques são providos por intrusos que
são classificados em dois tipos, sendo eles:
- a) Intrusos Externos: são usuários
que não possuem autorização das máquinas
que estão atacando.
- b) Intrusos Internos: representados pelos usuários
que possuem acesso as máquinas e seus recursos, mas
não todos.
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